terça-feira, 16 de setembro de 2008

O Espaço entre a Justiça

Este é o nome que dei ao meu blog. Inicialmente achei que fosse chamar a atenção de determinada pessoa, mas acho que sinceramente, praticou uma conduta de omissão. E isso pode ser relevante. Pelo menos aqui, na minha alma sim. Fora dela há muitas outras sintuações, fatos típicos e atípicos aos quais devo me atrelar mais, estreitar meus argumentos jurídicos, já que representa a 'varinha mágica' do advogado.

Embora, eu sei que isso é comum e desde criança minha excelência nas notas com relação às matérias obrigatórias de 1º e 2º grau, parece não ter se desenlaçado com o passar dos anos. Aos elogios de meus professores da faculdade, com meu ótimo manuseio dos pensamentos em cima de determinados casos concretos, à exemplo, não me faz por mais, muito ao menos. Faz a indiferença. Traz a sensação limitativa do quanto você pode, do quanto que pode vir a fazer, independente da sintuação em que se encontre.

E eu sei, eu sei... meu jeito de ser, ingênua, calma, tranqüila, pensativa, e não por menos e principalmente pela beleza... poderia não estar aqui, poderia estar trabalhando com crianças - algo que adoro, ou ajudando pessoas em centros de reabilitação - ou com artes plásticas. mas preferi me pôr ao desafio da Justiça. Preferi refletir e pesquisar mais sobre o real, o material - e tenho certeza que isto é só o começo de tudo. Quando criança, via meus pais fazendo o que amanhã mesmo, pode ser eu, na mesma sintuação.

Alguns, quando penso que estão interessados num concurso de idéias e pensamentos jurídicos, de troca de informações, lá no fundo, daqueles, a intenção é outra e muito mais passageira que imaginei. Tão passageira que fica a sensação de res derelictae. Algo que gostaria que fosse compartilhado não só no âmbito jurídico mas incluindo o pessoal, passa a ser simplesmente usado por alguns minutos ou horas.

Sinal que as notas das provas da faculdade em si valem de todo, um nada, ao mundo que está lá fora. Sinal que as pesquisas para determinada solução, são jogadas do alto, vindo ocasionalmente, ao encaixe em algum buraco. Sinal que o meu silêncio, em algum instante, sugados pelos cinco sentidos a casa milésimo de segundo pode ser o trunfo para aqueles que me vêem como a deusa Themis, com venda ou sem venda nos olhos, mas com duas duas preciosas armas, a espada e a balança. E é só isso que quero carregar comigo pelo resto da minha vida.

Fica a sentença, para quem dela se sujeita...

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