domingo, 21 de junho de 2009

Adornos da Justiça


As cadeiras são ricas em detalhes. A mesa do magistrado e seus auxiliares possuem vários desenhos em relevo, à cultuar nossas lex. Os patamares, dão a hierarquia em excelência perfeição. Uma mesa logo à frente e um espaço vazio. Em volta, inúmeras cadeiras, também ricamente detalhadas, formam um círculo aberto.
Mais do que a madeira esculpida dando formas à mesas, cadeiras, a presença do ambiente se torna fiel ao passado, presente e futuro no que se admira às paredes e ao teto. Mais que pinturas, quadros, muito além das homenagens aos imortáveis e destacáveis operadores da justiça, está o impacto: realista, irrealista e surrealista.
Os vidros das janelas fechados nos fazem imginar um passado - menos complexo - que não interfere nos argumentos de cada ser, humano, que cria, que modifica, que destrói-se em si.
Calma, agora estamos ali, mais ao fundo da sala, nas poltronas confortáveis que se encontram atrás da pequena grade em madeira belamente torneada. Hoje, meus caros, não precisamos da presença física destas figuras grandiosas da história do Direito, escritas nas paredes em tons dourados, tal que o subconsiente - mestre das reflexões e atitudes ocultas - coordena cada passo fundamentado. Os documentos, jogados sobre estas mesas, e guardados na transparência dos armários de época, garante a certeza que foram (e são) a pauta de um dia, de vários dias, de semanas, meses e anos.
Atualmente, em nossos tribunais, o destaque está para as bravas e modestas bandeiras da nossa República Federativa do Brasil e a do respectivo Estado. A pintura em branco-gelo, impressa a imparcialidade do ambiente mais simples possível, nos dias de hoje.
Compreender a complexidade da riqueza em seus adornos está para os estudos no interior de uma igreja. Nesta, o tempo ainda conserva-se no emaranhado de sinais, cores e figuras, enquanto nosso salão, no meio às pressas em que se transformou, com suas portas 'nobres' que se abrem e fecham às visitações, concluem-se os minutos. Minutos que precisamos naquele exato instante, ou precisaremos, para pensar - e respirar profundo - nas divisas que percebemos nas pinturas, na conservação os móveis, na 'confusão' do teto acima de nos cabeças. Não diram a nós: "-siga o oeste", à exemplo americano das conquistas de novas terras. Contudo, elevar-se-á para além da mera interpretação técnico-didática com a finalidade, eternamente inicial, da resguardada e segura Justiça.