segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Internet e Estupro

Recentemente foi veiculado na imprensa a divulgação de um vídeo em que uma moça de 15 anos, sob efeitos alucinógenos do álcool - comum em festas - foi estuprada por dois jovens e filmado para ser divulgado na rede global.

Pare um pouco e simplesmente pesquise, em sites de busca, com duas palavras chaves: "estupro" e "vídeo". Notará que os resultados serão muitos, e com a tecnologia das câmeras digitais embutidas nos telefones celulares facilita e muito a gravação das cenas, sem mesmo a vítima saber. Como estamos diante de um compartilhamento mundial de notícias, fotos, vídeos, entretenimento, não é em um só dia que se descobrirá o lado obscuro e ao mesmo claro da internet.

Há muitos anos conheço os mais variados artifícios usados para invasão de privacidade - remoto à criação dos 'cavalos-de-tróia' - e hoje a facilidade de se fazer upload de arquivos de fotos e vídeos, sem necessidade de cadastro (exceto alguns, claro) se faz notória. E cada blog, sites criados a partir de wehosting grátis, se torna mais complexo a busca dos efetivos agentes. Graças ao IP (identificação de cada computador no mundo), pode-se localizar com 'precisão' o computador e o local de origem, mesmo sendo de lan-houses. Já vi programas, o qual você pode camuflar seu IP original, originando um falso, porém - fontes desconhecidas - a maioria deles não passa de uma tentativa de invasão ao seu próprio computador.

Agora, adentrando na mente desses jovens, o que se vê à princípio é uma mera diversão no momento da ação, pelo fato de estar filmando um ato sexual - coisa que até mesmo entre namorados se faz, mas aconselho a não fazer, por mais confiança que tenha. Quanto à fazer upload do arquivo, à princípio também não se pensa que está cometendo um ato ilícito, ou melhor dizendo, até sabe e faz, mas acreditando fielmente em si que não haverá consequência alguma em face do grande número de outros milhares de vídeos que dizendo assim 'se não aconteceu nada com esses aqui, porque comigo? ha-ha-ha!'

Aí está a centralidade do agente - de acreditar que o delito cometido e divulgado pelo maior meio de comunicação do mundo nunca chegará até ele. É certo que os crimes de internet estão sendo monitorados com maior reforço (do ponto de vista subjetivo meu, de quando ganhei meu 1º computador em 1999), mas o trabalho daqueles que investigam possuem um maior entrelace do que se imagina.

Acredite, o que você imagina, a internet responde.

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